O que são travel techs e como impactam as viagens corporativas?
Entenda o que são travel techs, seus benefícios, funcionalidades e como estão transformando o mercado de gestão de viagens e mobilidade corporativa.
Travel tech é o termo utilizado para definir empresas que aplicam tecnologias disruptivas, como inteligência artificial, cloud computing e automação, para otimizar toda a cadeia de valor da indústria de viagens.
No segmento corporativo, uma travel tech atua como um ecossistema digital que integra reservas, mobilidade, gestão de despesas e suporte ao viajante em uma única plataforma, como é o exemplo da VOLL.
As travel techs têm impactado cada vez mais o setor de viagens e turismo, utilizando a tecnologia e a digitalização a favor do planejamento e gestão do viajante, seja para uma viagem a lazer ou corporativa.
Neste conteúdo, você vai entender tudo sobre as travel techs e como elas impactam o setor de tecnologia. Falaremos de:
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O que é uma travel tech e como ela se diferencia de uma agência tradicional;
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Quais são suas principais características;
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Os benefícios estratégicos para a gestão de viagens corporativas;
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As tecnologias que sustentam esse modelo;
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As tendências que devem moldar o setor em 2026.
O que é travel tech?
As travel techs são empresas focadas em fornecer soluções tecnológicas para o setor de viagens e turismo, digitalizando e agilizando o acesso a serviços como passagens, hospedagem, transporte, pacotes e experiências.
Combinando diferentes recursos e ferramentas, seu objetivo é facilitar toda a jornada do viajante ou gestor de viagens, desde o planejamento das reservas até os reembolsos das despesas.
Além de totalmente digitais, as travel techs costumam ser mobile-first, ou seja: funcionam 100% a partir de uma interface mobile, disponível para qualquer pessoa que possua um smartphone. Dessa forma, são soluções acessíveis e rápidas que buscam agilizar o acesso e a experiência do viajante.
Como surgiram as travel techs?
As travel techs surgiram a partir da transformação digital para democratizar o planejamento de viagens, oferecendo mais autonomia, agilidade e controle direto ao consumidor.
Isso porque, o avanço da internet e das plataformas de reserva online transformou radicalmente o comportamento dos viajantes nas últimas décadas.
No final dos anos 1990, surgiram os primeiros sites de reservas, oferecendo soluções em tempo real para avaliação de destinos e serviços, além de aplicativos de companhias aéreas que permitiam check-in online e gerenciamento de passagens.
A partir dos anos 2010, com o aumento do acesso a dados de usuários, as travel techs passaram a oferecer experiências mais personalizadas, recomendações inteligentes e otimização de rotas.
Ao mesmo tempo, a popularização dos smartphones e aplicativos móveis mudou a forma de planejar viagens, criando uma cultura mobile-first: segundo a Market Research Future, mais de 70% dos viajantes hoje utilizam dispositivos móveis para reservar e gerenciar suas viagens.
No ambiente corporativo, essas transformações estabeleceram um novo padrão de expectativa: colaboradores passaram a esperar a mesma facilidade e conveniência que encontram em apps de consumo.
O amadurecimento de tecnologias como cloud computing, APIs de integração, Big Data e inteligência artificial possibilitou o desenvolvimento de plataformas integradas, conectando inventários globais, políticas internas e dados financeiros em tempo real.
Esse avanço tecnológico criou as condições para que a gestão de viagens deixasse de ser apenas operacional e se tornasse estratégica, abrindo espaço para a atuação das travel techs no setor corporativo.
Qual a diferença entre travel tech e TMC?
A principal diferença entre travel tech e TMC (Travel Management Company) está no modelo de atuação, no nível de serviço e no foco no cliente.
Ass travel techs são empresas de tecnologia voltadas à automação e autoatendimento, já as TMCs costumam oferecer uma gestão de viagens corporativa mais manual, sem conectar a solução à inovações de IA e tecnologia.
Por que o conceito de travel tech ganhou força nos últimos anos?
Porque o setor de viagens está passando por uma transformação estrutural.
Ainda segundo a Market Research Future, o mercado global de travel technology foi avaliado em aproximadamente US$ 14,3 bilhões em 2024, com projeção de alcançar US$ 25,2 bilhões até 2035. Isso indica que a digitalização não é tendência pontual, mas movimento de consolidação.
No segmento específico de plataformas corporativas, o mercado de “corporate travel platform” foi estimado em US$ 1,12 bilhão em 2025, com crescimento contínuo projetado até 2033, de acordo com o Data Insights Market.
Já o Corporate Travel Management Software Market Report 2025 projeta que o mercado deve alcançar US$ 1,55 bilhão até 2029, com CAGR (Taxa de Crescimento Anual Composta) de aproximadamente 7,3%.
Esses dados mostram que a tecnologia deixou de ser diferencial competitivo e passou a ser requisito básico.
Travel techs no contexto de viagens corporativas
As travel techs têm um papel cada vez mais relevante no setor corporativo, pois ajudam a resolver desafios que colocam o duty of care e o financeiro da empresa em risco, como controle de custos, gestão de múltiplos roteiros, segurança dos colaboradores e compliance.
No dia a dia de um gestor de viagens, essas demandas vão além de reservas e solicitações: ele precisa garantir que as despesas permaneçam dentro do orçamento, que as políticas internas sejam seguidas e que várias viagens, muitas vezes de grandes equipes, sejam coordenadas simultaneamente.
As travel techs tornam isso possível ao automatizar processos que antes eram manuais e centralizar informações em um único sistema.
Com isso, colaboradores podem focar na própria produtividade e experiência durante a viagem, enquanto os gestores recebem dados estratégicos de forma ágil, permitindo ajustes rápidos e decisões mais informadas.
Além disso, despesas com alimentação, transporte e outras necessidades são registradas digitalmente em tempo real, proporcionando maior previsibilidade de gastos e simplificando o planejamento financeiro da empresa.
Com relatórios automáticos e consolidados, o tempo gasto em tarefas operacionais diminui, liberando os gestores para análises estratégicas e aumentando a eficiência de toda a operação.
Quais são as principais características de uma travel tech?
As travel techs se diferenciam por utilizar tecnologias como inteligência artificial, big data e computação em nuvem. Elas também costumam oferecer soluções integradas (all-in-one), com foco em plataformas mobile-first, personalização de serviços e maior autonomia para viajantes e gestores.
Abaixo, explicamos mais essa características que definem uma travel tech.
1. Plataforma 100% digital e integrada
Uma travel tech opera em ambiente digital nativo. Isso significa que as reservas são realizadas online, sem intermediação manual, e políticas são aplicadas automaticamente no momento da busca.
Além disso, as travel techs podem permitir que aprovações aconteçam dentro da própria plataforma e que dados financeiros sejam consolidados em tempo real.
2. Automação de processos operacionais
A automação de processos operacionais é um dos pilares mais relevantes em uma travel tech. Em modelos tradicionais, etapas como conferência de política, validação de orçamento, aprovação e auditoria de despesas dependem de verificações manuais, o que aumenta o risco de erros e retrabalho.
Com a automação, a empresa substitui esses processos por fluxos inteligentes que aplicam a política corporativa no momento da reserva, bloqueiam solicitações fora das regras ou sinaliza exceções, configuram previamente o fluxo de aprovação e realizam a auditoria com base em regras programadas.
Esse modelo não apenas reduz erros humanos, mas também acelera o processo e eleva significativamente o nível de compliance.
3. Uso intensivo de dados e analytics
A capacidade de gerar e interpretar dados é o que transforma a gestão de viagens em estratégia.
Uma travel tech moderna oferece:
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Dashboards em tempo real
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Comparação histórica de gastos
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Indicadores de antecedência média de compra
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Taxa de adesão à política
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Economia gerada por escolha de tarifas mais eficientes
Isso permite que o gestor responda perguntas como: estamos comprando com antecedência adequada? Quais áreas geram mais exceções? Onde estão as oportunidades de economia? Como está o comportamento dos viajantes?
Sem tecnologia estruturada, essas respostas exigem cruzamento manual de planilhas.
4. Integração nativa com sistemas corporativos
Uma travel tech corporativa precisa conversar com o ecossistema da empresa. Isso inclui:
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ERP;
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Sistemas de contabilidade;
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Ferramentas de RH;
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Sistemas de pagamento;
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Softwares de gestão de despesas.
5. Escalabilidade tecnológica
A escalabilidade tecnológica é um dos grandes diferenciais das travel techs. Diferentemente de modelos tradicionais, que dependem do aumento da equipe para crescer, essas empresas ampliam sua capacidade por meio da tecnologia.
Na prática, escalabilidade significa que a plataforma consegue atender a um número maior de usuários, operar em múltiplas unidades ou países e consolidar dados globais, tudo isso sem precisar aumentar proporcionalmente a estrutura física ou a equipe.
Esse atributo é especialmente crítico para empresas em expansão, permitindo crescimento rápido, eficiente e sustentável, sem comprometer a qualidade do serviço ou o controle operacional.
6. Experiência do usuário (UX) como prioridade
A experiência do viajante corporativo deixou de ser secundária.
Segundo a Market Research Future, 60% dos viajantes priorizam a facilidade de uso ao selecionar serviços de viagem. Além disso, mais de 70% utilizam dispositivos móveis para gerenciar reservas, reforçando a necessidade de soluções mobile-first.
Para o desenvolvimento de uma solução por uma travel tech, isso significa:
- Interface intuitiva
- Processo de reserva simples
- Aplicação automática de política sem fricção
- Acompanhamento em tempo real
- Suporte integrado
No corporativo, quando a experiência é ruim, o colaborador tende a buscar alternativas fora da política, o que impacta compliance e controle financeiro.
Quais são os principais tipos de travel techs?
Agora que você entende o conceito, os principais recursos e tecnologias, é hora de conhecer os diferentes tipos de travel techs. O mercado conta com diversos modelos de negócio, mesmo dentro das soluções para empresas, já que necessidades variadas exigem soluções específicas.
- Hotel solutions: plataformas especializadas em reservas de hospedagem, incluindo redes hoteleiras, pousadas, hostels e acomodações alternativas, como o Airbnb;
- Transporte e mobilidade: soluções focadas em transporte rodoviário e mobilidade urbana, como Uber para Empresas e aluguel de veículos;
- Plataformas de experiências e turismo: conectam viajantes a atividades locais, como passeios guiados, ingressos e experiências culturais, exemplificadas por Airbnb Experiences e GetYourGuide;
- Expense management: centralizam a gestão de despesas corporativas, controlando pagamentos, adiantamentos e reembolsos, simplificando a operação financeira das viagens;
- OTA (Online Travel Agency): agências de viagem online voltadas para turismo e lazer, oferecendo pacotes, passagens e hospedagens com diferentes opções e promoções;
- OBT (Online Booking Tool): ferramentas de reserva online para viagens corporativas, permitindo gestão de passagens, hospedagens e acompanhamento dos viajantes em tempo real;
- TMC (Travel Management Company): empresas de gestão de viagens corporativas que oferecem soluções completas, incluindo reservas, gestão de despesas, assistência, planejamento e consultoria;
- Agências de viagem digitais: alternativas às agências tradicionais, oferecendo processos de reserva ágeis e personalizados, combinando tecnologia e atendimento focado nas necessidades do cliente.
Leia mais: OTA, OBT, TMC… Entenda estas siglas de uma vez por todas!
Travel tech x agência tradicional: quais são as diferenças
Enquanto as agências tradicionais surgiram com base na intermediação humana, as travel techs nasceram centradas na arquitetura digital, integrando tecnologia e atendimento humano como diferencial competitivo.
A seguir, você confere ainda outros critérios de diferenciação:
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Critério |
Travel Tech |
Agência tradicional |
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Modelo operacional |
Digital, automatizado e orientado por dados |
Operação majoritariamente humana e consultiva |
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Aplicação da política |
Automática, no momento da reserva |
Verificação posterior ou manual |
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Integração com ERP e financeiro |
Nativa via APIs |
Geralmente parcial ou dependente de processos manuais |
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Dados e relatórios |
Tempo real e dashboards dinâmicos |
Relatórios periódicos e consolidação manual |
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Escalabilidade |
Alta, baseada em tecnologia |
Limitada pela capacidade operacional |
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Experiência do usuário |
Self-service com suporte integrado |
Intermediação via atendimento |
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Controle de despesas |
Integrado à plataforma |
Normalmente separado do processo de reserva |
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Automação |
Fluxos, auditoria e validação automáticos |
Dependente de equipe |
Leia mais: Agência de viagens corporativas tradicional x digital: entenda as diferenças
Por que as travel techs são importantes para a gestão de viagens corporativas?
A digitalização das viagens corporativas mudou a forma como as empresas controlam custos, garantem compliance, analisam dados e cuidam da experiência dos colaboradores.
Os benefícios estratégicos das travel techs são muitos, pois:
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Reduzem custos e aumentam a previsibilidade orçamentária ao aplicar automaticamente políticas de viagem, comparar tarifas e eliminar intermediários desnecessários;
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Garantem maior compliance e governança ao automatizar processos que antes dependiam de ações manuais, assegurando que políticas internas sejam seguidas;
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Centralizam toda a gestão de viagens em uma única plataforma, consolidando reservas, despesas e relatórios para tomada de decisão mais ágil;
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Permitem o monitoramento da operação em tempo real, identificando desvios e possibilitando ajustes estratégicos imediatos;
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Melhoram a experiência de gestores e viajantes ao concentrar informações em plataformas intuitivas e mobile-friendly, automatizando tarefas operacionais;
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Proporcionam autonomia e produtividade ao gestor e ao colaborador, liberando tempo para decisões estratégicas e planejamento de viagens;
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Facilitam a comparação e reserva de serviços de forma eficiente, garantindo a melhor relação entre custo, benefício e experiência do usuário;
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Oferecem suporte especializado e dados estratégicos em tempo real, permitindo ajustes contínuos, segurança dos colaboradores e melhor planejamento financeiro.
Com a VOLL, as empresas têm ainda mais benefícios do que esses.
Confira, no case da Andrade Gutierrez, como a tecnologia e as inovações ajudaram a conquistar 80% de adesão à política de viagens de forma simples, estratégica e com foco nos savings.
Quais são as principais ferramentas tecnológicas que sustentam as travel techs?
Uma travel tech é um ecossistema tecnológico estruturado sobre camadas de integração, processamento de dados, automação e inteligência artificial. Algumas tecnologias principais, hoje, sustentam as travel techs modernas. São elas:
1. Inteligência artificial
A IA deixou de ser promessa e passou a ser infraestrutura, sendo um dos principais motores de inovação no setor de viagens.
Segundo o Artificial Intelligence in Travel Market Report 2026, o setor deve crescer de US$ 165,93 bilhões em 2025 para US$ 222,4 bilhões em 2026, com taxa anual composta de 34%.
No contexto das travel techs, a IA pode ser aplicada para:
- Recomendar melhores tarifas com base em histórico
- Identificar padrões de compra
- Detectar inconsistências em despesas
- Sugerir alternativas mais econômicas
- Automatizar respostas a solicitações frequentes
Além disso, segundo a Statista, mais de 50% das empresas já utilizam IA generativa para apoiar o processo de reserva, e 48% utilizam para recomendar atividades ou destinos.
No ambiente corporativo, isso significa decisões mais rápidas, menos dependentes de intervenção humana e mais baseadas em dados históricos.
2. Machine learning
Machine learning é um subconjunto da IA que permite que sistemas aprendam com dados históricos.
Em travel techs, isso possibilita previsão de variação de tarifas, ajuste automático de recomendações, personalização de experiências e análise de aderência à política ao longo do tempo.
Quanto maior o volume de dados processado, mais inteligente o sistema se torna.
3. Big Data e Analytics
A gestão de viagens corporativas gera grande volume de dados, como:
- Datas de reserva
- Antecedência média
- Tipos de tarifa
- Centros de custo
- Frequência de exceções
- Fornecedores mais utilizados
Sem tecnologia adequada, esses dados ficam dispersos. Já com Big Data e Analytics, é possível consolidar informações em dashboards dinâmicos e gerar relatórios customizáveis, identificar oportunidades de renegociação e comparar desempenho por área ou período.
A capacidade de transformar dados em insight é o que eleva a gestão para nível estratégico.
4. APIs de integração
APIs permitem a conexão entre sistemas distintos, como ERPs, ferramentas financeiras e de RH. Sem elas, a empresa depende de importações e exportações manuais de dados, aumentando o retrabalho e o risco de erros.
Com integrações via API, é possível sincronizar informações automaticamente, garantir atualizações em tempo real e reduzir inconsistências contábeis.
5. Cloud Computing
A computação em nuvem é o que permite escalabilidade e disponibilidade global.
Com cloud, a plataforma pode operar 24/7 a qualquer hora e lugar, garantindo total segurança e backup contínuo.
Na prática, o crescimento da adoção de cloud é um dos fatores que impulsionaram a expansão do mercado de IA no setor de viagens.
6. OCR (Reconhecimento Óptico de Caracteres)
OCR é a tecnologia que permite leitura automática de comprovantes e documentos.
Na prática, ela viabiliza extração de dados de notas fiscais e conferência automática de valores, reduzindo fraudes e acelerando auditorias.
Para empresas com alto volume de reembolsos de viagem, essa tecnologia reduz drasticamente o trabalho manual do financeiro.
7. Workflows
Workflows automatizados substituem aprovações por e-mail e processos manuais.
Com essa tecnologia, é possível criar fluxos de aprovação personalizados, automatizar bloqueios e exceções e encaminhar solicitações automaticamente, por exemplo. Isso reduz o tempo de aprovação e aumenta a padronização.
Quais são as principais tendências em travel tech para 2026?
Para 2026, a digitalização deixou de ser apenas uma tendência. As travel techs precisam transformar dados em decisões estratégicas, oferecendo inteligência operacional e insights para gestores que buscam otimizar custos, experiência do viajante e desempenho corporativo.
A seguir, as principais tendências que devem moldar as travel techs para 2026:
1. Evolução para IA agêntica
IA agêntica é um tipo de inteligência artificial capaz de tomar decisões e executar ações de forma autônoma, seguindo regras e objetivos predefinidos, sem depender de intervenção humana constante. No contexto das travel techs, isso significa que o sistema não apenas sugere mudanças, como faria a IA generativa, mas atua diretamente sobre reservas, tarifas e logística.
Segundo a pesquisa Remapping Travel with Agentic AI, da McKinsey & Company, 90% dos executivos de viagem já utilizam IA generativa, enquanto 38% ainda não adotaram IA agêntica.
A tendência é usar essa camada de autonomia para aumentar a eficiência operacional, permitindo que os sistemas se adaptem em tempo real e reduzam a intervenção manual, tornando os processos mais rápidos e confiáveis.
2. Consolidação de plataformas all-in-one
Plataformas integradas tendem a substituir soluções isoladas. O modelo de “plataforma única” reduz custos de integração, retrabalho, inconsistências de dados e dependência de múltiplos fornecedores.
3. Hiperpersonalização
Segundo o estudo Travel Technologies Market, da Fact.MR, a personalização é um fator central nas viagens corporativas. Empresas buscam ferramentas que otimizem custos sem comprometer conforto e produtividade.
A tendência é combinar políticas adaptadas a cada perfil, recomendações baseadas no comportamento do viajante, flexibilidade controlada e parametrização por área ou cargo.
4. Sustentabilidade integrada à jornada
A agenda ESG impacta diretamente a gestão de viagens, e as travel techs precisarão oferecer visibilidade clara sobre o impacto ambiental e social das operações. Segundo a McKinsey, 57% dos executivos acreditam que programas ESG geram valor aos acionistas e podem elevar os lucros em até 60%, reforçando a importância estratégica do tema.
Em um cenário em que viagens corporativas representam 1% a 2% das emissões globais de carbono, repensar o impacto dessas operações é responsabilidade dos gestores.
Tendências incluem relatórios de emissão de carbono, comparação de impacto ambiental por modal, incentivo a escolhas mais sustentáveis e integração de métricas ambientais aos dashboards.
5. Tecnologias de realidade virtual e aumentada
Recursos imersivos proporcionam aos viajantes experiências únicas, permitindo explorar destinos antes da viagem.
Por exemplo, passeios em realidade virtual podem aumentar o engajamento e as taxas de conversão, oferecendo uma prévia do que esperar. Segundo a Market Research Future, 40% dos viajantes têm mais probabilidade de reservar uma viagem após vivenciar um tour virtual.
Leia mais: Video tours pré-reserva: ajuda para reduzir erros de hospedagem
6. Gestão de riscos e duty of care
Mudanças geopolíticas, variações cambiais, crises sanitárias e alterações regulatórias impactam diretamente o setor de viagens. É aí que entra o duty of care, um pilar que apoia as travel techs a estarem preparadas para ajustar políticas rapidamente, oferecer suporte adequado e atuar preventivamente diante desses cenários.
Leia mais: Como adaptar a gestão de viagens corporativas diante de crises e incertezas
7. Evolução do papel do gestor de viagens
As travel techs possibilitam uma mudança no perfil do gestor de viagens. Ele deixa de ser um operador de reservas e passa a atuar como gestor de dados, governança e performance. Com a tecnologia consolidada, o foco se volta à análise de indicadores, negociação estratégica e gestão da experiência do colaborador.
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Garantindo controle de custos, conformidade com políticas internas e satisfação do viajante, a VOLL oferece soluções completas de gestão de viagens, mobilidade urbana e expense management, como:
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Solicitação, aprovação e reserva de viagens em um único app;
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Cobertura global: táxis, apps de mobilidade, locação de veículos, companhias aéreas e hotéis;
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Políticas personalizadas por perfil, cargo ou grupo de colaboradores;
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Aplicação automática de regras e sinalização de desvios;
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Dashboards e relatórios dinâmicos com inteligência artificial;
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Integração entre viagens, mobilidade e despesas corporativas;
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Gestão automatizada de bilhetes não voados e pagamentos via cartões corporativos, reembolso ou Pix;
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Agentes de IA para experiência de compra e otimização de custos;
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Atendimento especializado e suporte 24/7 para gestores e viajantes.
A plataforma self-booking e mobile-first da VOLL dá autonomia ao viajante, permitindo solicitar, comparar e reservar opções já alinhadas às políticas da empresa de forma simples e intuitiva. As regras são aplicadas automaticamente no momento da reserva, reduzindo erros, exceções e frustrações ao longo da jornada.
Além disso, a VOLL apresenta o VOLL Smart Hub, o primeiro marketplace de agentes de IA para viagens e despesas corporativas. Com diversos agentes operando 24 horas por dia, a plataforma ajuda gestores a reduzir custos e otimizar processos de forma contínua.
Tudo isso simplifica a rotina do gestor de viagens, liberando tempo para análise de relatórios e dashboards. A gestão se torna mais inteligente, ágil e estratégica, com visão clara sobre dados e performance.
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Perguntas frequentes sobre travel techs
A seguir, você entende mais sobre as características das travels techs.
O que é uma travel tech?
Travel tech é uma empresa que utiliza tecnologia como base do seu modelo de negócio para desenvolver soluções digitais no setor de viagens.
Diferentemente de modelos tradicionais, a tecnologia não é apenas suporte, é o núcleo da operação.
Quais são os principais benefícios das travel techs para empresas?
As principais vantagens incluem:
- Saving (economia): acesso a tarifas competitivas e redução de taxas de serviço;
- Compliance: automação da política de viagens, que reduz gastos fora das regras;
- Visibilidade: dashboards com indicadores de gastos e comportamento de consumo;
- Produtividade: eliminação de processos burocráticos e planilhas de reembolso.
Esses fatores transformam a gestão de viagens de operacional para estratégica.
Quais são as diferenças entre travel tech e agência tradicional?
A principal diferença não está apenas na interface, mas na lógica do modelo.
A agência tradicional atua como intermediadora e opera com equipe dedicada para cada etapa.
O modelo de travel tech estrutura o processo em plataforma e permite autonomia controlada ao usuário. Aqui, o sistema executa a política. A equipe atua como suporte estratégico, não como executora de tarefas repetitivas.
Como uma travel tech ajuda na gestão de despesas (expense management)?
As travel techs mais avançadas, como a VOLL, oferecem soluções end-to-end. Isso significa que, ao reservar uma viagem, o gasto já é integrado ao sistema de prestação de contas, facilitando a conciliação bancária, a digitalização de recibos e a aprovação de reembolsos de forma automática.
As travel techs fornecem atendimento humano ao usuário?
Depende. Na VOLL, por exemplo, os clientes contam com atendimento 24 horas, 7 dias por semana, o que contribui para a segurança e satisfação do viajante. Entretanto, essa disponibilidade varia de acordo com cada agência de viagens corporativa.
