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20/11/2020
Por: Luiz Moura

Não sabe o que é duty of care? Saiba mais sobre este conceito fundamental na gestão de mobilidade

O bem-estar dos funcionários é essencial para o sucesso de uma empresa. Porém, isso não se aplica apenas às instalações da organização e adequações para o trabalho home office. Por essa razão, é importante conhecer bem o Duty of Care.

Se as condições laborais da firma não seguem boas práticas de ergonomia, a responsabilidade em corrigir isso é sua. Mas, muito além desta questão, em um momento em que o mundo enfrenta uma crise sanitária, o foco na responsabilidade corporativa sobre nossos times é ainda mais lante.

Com a retomada dos negócios, muitas empresas — sobretudo as de negócios globais ou de segmentos essenciais como alimentação, farmacêutico e de bens de consumo — reinventaram sua maneira de se fazerem presentes, o que inclui um redesenho das viagens feitas a trabalho.

Nesta condição de atenção à integridade do executivo que precisa se movimentar pela companhia, qual é a melhor maneira de suportar um funcionário durante uma viagem ou um deslocamento de trabalho?

Para esta pergunta, há muitas respostas. Entretanto, um enunciado é universal: como empresa, a responsabilidade é sua.

Continue a leitura para entender o que é Duty of Care e como fazer a sua implantação. 

O que é Duty of Care?

Como a tradução de Duty of Care é “Dever de Cuidado”, seu conceito refere-se aos cuidados que as pessoas precisam receber ao trabalharem — dentro ou fora do escritório. Portanto, o Duty of Care é uma obrigação legal (e de certa forma também moral) que todas as empresas devem seguir.

Por mais que algumas situações possam ocorrer sem que exista um culpado (como uma queda ou escorregão) e outras possam acontecer por conta do descuido de terceiros (como, por exemplo, uma alergia ou um acidente de trânsito), elas são de responsabilidade da empresa caso tenham acontecido enquanto um profissional está em atividade corporativa.

Se a queda ou escorregão foi provocada por uma instalação defeituosa da firma, ela tem responsabilidade por isso. Caso a alergia se manifeste em virtude de mofo no quarto de hotel e o acidente de trânsito aconteça durante uma viagem corporativa, a relação de incumbência é exatamente a mesma.

Como implantar Duty of Care numa empresa?

Mais do que uma atribuição tácita, o cuidado pelo colaborador tem tomado forma mais estruturada nas grandes corporações dentro e fora do Brasil. De formas diferentes, o mapeamento de riscos envolvidos na jornada de trabalho (aqui, vamos chamar a sua atenção aos passos dados pelos colaboradores em deslocamentos ou em viagens a trabalho, como você irá perceber), quando bem estruturado, permite uma visão mais holística e ao mesmo tempo mais direcionada às oportunidades de cuidado.

Se na sua empresa esta função não está dentro do escopo de alguma equipe, time ou profissional específico, sugerimos que você se atente à necessidade de trazê-la para a sua realidade, mesmo que de forma inicial a princípio.

Para implantar o Duty of Care dentro de uma organização, algumas práticas são fundamentais. Destacamos aqui as principais.

Cuide do ambiente de trabalho

O Duty of Care não deve ser lembrado somente quando algum problema acontecer, mas sim previamente a fim de evitar que ele ocorra. Por isso, certifique-se de que o ambiente de trabalho como um todo está dentro das medidas de segurança.

Além disso, também é preciso conferir o bem-estar dos funcionários dentro do ambiente corporativo, pois, como dissemos acima, até mesmo problemas na locomoção para a empresa estão dentro dos cuidados necessários.

Imagine seu colaborador precisando se deslocar para uma reunião ou atividade externa. Igualmente, em uma necessidade de viagem imprescindível (ainda estamos recomendando viajar apenas se for estritamente necessário), qual é a sua jornada? Quais são os pontos de contato que ele tem com sistemas, estabelecimentos, pessoas, fornecedores e parceiros, que podem ser detalhados para entender seus possíveis riscos?

Em um momento em que a palavra da vez é segurança, entender esse “caminho” que o profissional perfaz em qualquer que seja sua tarefa (interna ou externa) vai além da questão de eficiência — a saúde, a segurança e o bem-estar físico e mental precisam entrar na pauta.

Pense em o que pode acontecer de adverso, imprevisto ou sazonal, e tente apontar quais são os comportamentos que precisam ser também mapeados, para garantir ações-resposta em caso de emergências.

Isso significa lembrar que seu colaborador, quando precisa se deslocar por via aérea, inevitavelmente saboreará um cafezinho no aeroporto. Em um momento de pandemia, quais são as atenções da empresa para muni-lo de informações sobre higiene neste pequeno pedaço da experiência de uma viagem corporativa?

Tenha parceiros de confiança

Partindo do princípio de que os serviços oferecidos por terceiros também fazem parte do mapeamento da jornada, que é fundamental para um bom trabalho de Duty of Care, tenha cautela na hora de escolher seus parceiros. No que diz respeito às viagens empresariais, qualidade, conforto e segurança são pontos que precisam ser priorizados.

Imagine-se viajando a trabalho e contando com os serviços de um meio de hospedagem, de uma companhia aérea, ou até em uma via mais granular, com um motorista de táxi. Qualquer dificuldade (ou a ausência do serviço, por exemplo) precisam ser consideradas no escopo do Duty of Care. 

Oferecer um suporte imediato, de fácil acesso, e que tenha um alto índice de eficácia (que resolva, de fato, o problema do viajante) é fundamental. A situação é ainda mais complexa quando falamos de viagens internacionais. Diferentes culturas e formas de ser perfazem cenários desafiadores para os que precisam se aventurar nestes ambientes a trabalho.

Uma das premissas para um bom mapeamento de jornada é tentar enxergar a experiência completa de viagem e de mobilidade sob a ótica de um colaborador que nunca viajou ou utilizou transporte pela empresa antes.

Na visão do colaborador, também é muito recomendável que você tenha todos reunidos num só canal. Na VOLL, por exemplo, reunimos todos os principais fornecedores de viagem e de mobilidade urbana corporativa para simplificar o processo de ir e vir dos seus funcionários. 

Veja insatisfação como oportunidade

Por maiores que sejam os seus cuidados, incidentes podem acontecer e, consequentemente, a insatisfação dos membros da sua equipe.

O primeiro passo a ser dado é compreender o motivo raiz da insatisfação. Para isso, permita que o colaborador possa se expressar à vontade e detalhadamente tudo que ocorreu com ele e que o fez sentir prejudicado.

Se esta comunicação puder ser online, como é na VOLL (via chat, chamada de voz, e-mail ou WhatsApp), melhor ainda! Mais agilidade, praticidade e conforto para seu viajante.

Em seguida, identifique a solução para esse problema e explique como ela será aplicada para que ele se sinta bem cuidado tal como o próprio nome “Duty of Care” sugere.

Quais são os níveis de Duty of Care existentes?

Por fim, apresentamos aqui os quatro níveis em que o Duty of Care é dividido. São eles:

Mapeamento da jornada do viajante

Como falamos antes por aqui, o entendimento dos pontos de contato e dos passos do colaborador durante uma atividade, interna ou externa, é imprescindível para agir de forma proativa. 

Duty of Care não é apenas atender a um pedido de ajuda; é também munir o colaborador de informações de meios de contato para que ele possa acessar ao sentir necessidade de suporte.

Rastreabilidade

Em tempo real, saber onde toda a sua equipe está, é muito importante para poder acessá-los de forma selecionada e atuar de maneira direcionada para fornecer apoio ou suporte em caso de necessidades específicas.

Com a tecnologia, você conseguirá prover, por exemplo, viajantes que estão com viagens marcadas ou chegando a uma determinada região informações que contribuirão para que ele tenha um aproveitamento maior — o que inclui segurança — das suas atividades.

Uma das melhores condições de poder acessar a localização da equipe durante um deslocamento, por exemplo, é optar por uma tecnologia mobile (no smartphone), em que a geolocalização de cada pessoa da equipe pode ser visualizada com precisão e facilidade.

Antevisão de cenários alarmantes

Conhecer os cenários adversos (globais) é uma ação muito importante quando se fala de Duty of Care. Entender, mesmo que de forma geral, os possíveis impactos de questões econômicas, movimentos políticos e reais crises de segurança é altamente necessário para atualizar as ações necessárias para cada ponto de contato do colaborador a trabalho.

Alertas e notificações

Comunicação eficaz é premissa para o Duty of Care. Ter um conhecimento claro dos canais de contato disponíveis (e mais eficientes) para interagir com a equipe durante o trabalho facilita o compartilhamento de orientações, dicas de conduta e o próprio suporte.

Como pôde ver neste artigo, o Duty of Care é essencial nas empresas, pois trata-se de cuidar do que elas têm de mais importante: seus colaboradores. Para que mais pessoas saibam dessa importância, compartilhe este artigo nas suas redes sociais!

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