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04/06/2019
Por: VOLL

Entenda o que é Mobility as a Service: um conceito das cidades do futuro

Você sabia que a Netflix, em 2018, tinha mais de 110 milhões de assinantes? Interessante, não é mesmo?! Mas o que isso tem a ver com mobilidade? Tudo!

É bem provável que você, leitor, faça parte deste grupo que já atinge a casa dos milhões e não para de crescer. O comportamento é o seguinte: você está em casa, deita-se no sofá e começa a “folhear” virtualmente todas as opções do catálogo: filmes, séries, documentários, conteúdo infantil, tudo. Agora, imagina se você pudesse fazer o mesmo só que com meios de transportes? Pois é, com o conceito de Mobility as a Service (MaaS), isso será totalmente possível.

O fácil acesso à internet, especialmente por meio de smartphones, mudou o nosso consumo. No Brasil, o número de aparelhos ativos é maior que o número de habitantes. Basta um clique na tela e você consegue assistir a conteúdos em streaming, solicitar um motorista particular ou alugar uma bicicleta. E do mesmo jeito que a Netflix transformou o consumo de entretenimento, bastante focada nos interesses e hábitos do usuário, apps de transporte estão mudando a forma como nos locomovemos.



Um estudo da Indra empresa global de consultoria —, o ITT Report, dedicado a analisar as principais tendências do setor de transporte, mostra que as tecnologias digitais devem marcar o futuro da mobilidade. Com crescimento disparado em relação a outras categorias, os aplicativos de transporte já são utilizados por 10% da população brasileira, chegando a 75% em regiões urbanas. São Paulo, por exemplo, é a cidade do mundo onde mais se pede corridas. Os motivos que justificam o crescimento são vários: não precisar dirigir em horários de pico, evitando o trânsito; custo em relação ao veículo próprio; rapidez; eficiência e facilidade do serviço.

Além da compra de passagens pela internet, que há anos já é uma realidade, é possível solicitar ou encontrar facilmente carros, bicicletas e patinetes, por exemplo, usando apenas o celular. O pagamento pode ser mensal, anual, ou mesmo por uso.

O conceito de MaaS dá um passo ainda maior em mobilidade

A diferença é que, ao tratar a mobilidade como um serviço, o usuário, em uma única plataforma, consegue escolher a melhor ou as melhores formas de se locomover para um local, seja o transporte terrestre, aéreo ou aquático; público ou privado. Sem falar da possibilidade de efetuar o planejamento completo de uma viagem, com reserva, emissão de ticket e pagamento, tudo digitalizado.

Na proposta de MaaS, a escolha dos meios de transporte baseia-se também no fornecimento de dados do trânsito em tempo real, locais para estacionamento, locais de acidentes e até mesmo na sustentabilidade, levando em consideração a poluição do ar. Tudo isso, claro, coletado a partir das tecnologias presentes nas cidades inteligentes. Mas, o que são cidades inteligentes? Confira no vídeo abaixo:


Ótimo. Mas por que isso ainda não acontece em muitas cidades?

A resposta é simples: porque precisamos de mais cidades inteligentes com políticas ativas que utilizam a tecnologia para melhorar a infraestrutura urbana e tornar os centros urbanos mais eficientes, com serviços diretos à população, segurança pública, sustentabilidade, transporte e soluções integradas de governança, educação, planejamento e transparência.

Atualmente, diversas cidades estão com projetos de se tornarem inteligentes, mas, apenas 7 metrópoles do mundo se destacam como smart cities: Nova Iorque, Amsterdã, Tóquio, São Francisco, Viena, Copenhagen e Curitiba. Destas, apenas Copenhagen se destaca no uso de plataforma de mobilidade integrada, seguindo o modelo ideal do MaaS.

Projetos de Smart Cities, no Brasil e no mundo, reúnem empresas nacionais e internacionais em busca de soluções eficazes para tornarem as cidades inteligentes em áreas de atuação como: mobilidade urbana, saúde pública, educação, governança, recursos naturais, segurança, economia e empreendimento, entre outras.

A Hyperloop Transportation Technologies (HTT), por exemplo, é pioneira no desenvolvimento do Hyperloop, meio de transporte “sem bilhete, sem atrito e sustentável” que leva o conforto e a velocidade de um avião para o transporte terrestre de passageiros e cargas. Na Smart City Expo Curitiba, realizada em março deste ano, a empresa reforçou um de seus objetivos: aproximar pessoas, transportar passageiros e cargas com eficiência, revolucionar a mobilidade a fim de que países se transformem em bairros de uma grande comunidade mundial.

O Paraná abriga a cidade mais inteligente do Brasil (Curitiba) e, também durante o evento, anunciou que será o primeiro estado a incentivar a produção e o uso de carro elétrico, com um projeto de lei que propõe zerar a alíquota de IPVA de veículos elétricos, que hoje é de 3,5%.

E como as empresas podem se encaixar neste cenário?

Uma vez que o conceito de MaaS tem como centro de tudo o usuário, a tendência é que as empresas façam o mesmo para manterem-se sempre atualizadas. Buscar ferramentas que integrem diversos meios de transporte é um bom começo para aprimorar a mobilidade corporativa. Uma viagem a trabalho, por exemplo, pode ser bem mais eficiente e menos cansativa se todas as informações de tickets estiverem organizadas em um mesmo local. Sem falar nas facilidades oferecidas na hora de efetuar pagamentos.

Um outro exemplo é entender que, com a integração dos meios, uma rota que demandaria muito tempo de carro, poderia ser realizada com bicicletas ou patinetes em poucos minutos, colaborando com a saúde do funcionário e também do planeta.

Como você pode ver, as cidades do futuro, centradas no usuário, ou cidadão, já são realidade. Você e sua empresa estão preparados para fazerem parte delas?

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