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Renata Maciel - Gestora de Mobilidade da CMPC Brasil
02/12/2020
Por: Luiz Moura

Destaques da mobilidade: tecnologia, integração e automação de processos é mais do que comodidade — é necessidade para a gestão de mobilidade, conta Renata Maciel, gestora da CMPC

Com experiência de mais de 20 anos nas áreas administrativa, de logística, comercial, planejamento, processos e facilities, a gaúcha Renata Maciel capitaneia uma das mais importantes atividades-suporte para a operação e o funcionamento da CMPC — uma das maiores fabricantes de celulose branqueada de fibra curta de eucalipto do Brasil.

Hoje, ela administra várias modalidades de transporte de funcionários da CMPC, provendo serviços de mobilidade para mais de 3.000 pessoas todos os dias, em vários lugares do Brasil. Do ônibus que leva as equipes aos locais de trabalho, à frota de veículos próprios e ao transporte urbano por aplicativos, tudo fica sob sua visão de águia e ao mesmo tempo muito humana. Para balancear sua rotina muito acelerada, além de curtir a família, Renata não deixa quieta sua alegria ao falar de viagens e de pilates, que junto ao trabalho compõem suas maiores paixões.

Com um currículo admirável, Renata tem grandes nomes como a Unilever em seu histórico profissional, graduada em Administração, ela tambem tem  especialização em Logística. “Eu gosto muito de gerir e analisar processos, métodos ágeis, BPM, RPA, robotização e automação. Meu background acadêmico e profissional me permitiram me especializar muito nestes temas”, ela diz.

Nesta entrevista, ela contou para a VOLL como enxerga a informatização de processos e os benefícios de uma visão sistêmica de integrações para a gestão e o usufruto do serviço de mobilidade nas grandes companhias.

Além disso, ela compartilhou sua opinião sobre como os gestores de mobilidade podem estimular a inovação e a informatização dos serviços que gerenciam: “Cada vez mais, as empresas exigem um profissional multi-task, e principalmente um profissional que esteja aberto à mudança e que esteja envolvido”, ela cita.

Leia a conversa na íntegra:

VOLL: Como gestora de mobilidade, qual é o seu papel na CMPC?

Renata Maciel: Se tem relação com levar as pessoas de um lugar ao outro, eu tenho interferência direta. Meus 13 anos de CMPC me fizeram transitar por diferentes áreas, exercendo atividades variadas — o que hoje me permite dizer que eu conheço a empresa em seus detalhes, em termos administrativos, para entender a necessidade dos colaboradores.

VOLL: E quais são os principais desafios de uma gestão de mobilidade para uma empresa como a CMPC?

RM: Os desafios de organizar o vaivém de colaboradores normalmente tem relação proporcional direta com o volume de pessoas que dependem destes serviços de transporte para que a empresa mantenha seu pleno funcionamento. Em uma empresa, em que temos em torno de 1.500 funcionários fixos e 3.000 pessoas circulando diariamente, mobilidade não é uma coisa simples. Nós temos 13 rotas de ônibus ADM, que pegam as pessoas em pontos específicos,  e cinco Rotas Turno, pegando as pessoas em suas residências, de forma sincronizada com seus horários de trabalho.

Empresas do segmento industrial normalmente possuem um modus operandi complexo, para que as atividades não sejam interrompidas e o mercado não fique desabastecido. No caso da CMPC, não é diferente. A empresa opera em cinco turnos, com pessoas que são movimentadas porta a porta. As pessoas trabalham seis dias e folgam quatro. Em dois dias, um profissional trabalha das 8h às 16h, dois dias das 16h à meia-noite e dois dias da meia-noite às 8h da manhã.

Além de manter as rotas dos ônibus funcionais e pontuais, eu também gerencio toda a frota da empresa e seus carros locados. Estes veículos são utilizados para realizar as atividades nas áreas florestais, industriais e administrativa. Temos uma área florestal imensa e essas pessoas precisam de mobilidade, assim como nossos gerentes e nossos diretores — o que complementa meu desafio.

VOLL: E de que forma você lida com estas complexidades e trabalha para mitigá-las?

RM: Na verdade, eu acho que um gestor de contrato não consegue fazer absolutamente nada sozinho. Se nós não tivermos parceiros para que a coisa caminhe, a gente não vai chegar a lugar algum.

Não existe um gestor de contrato fazendo tudo sozinho. Imagine que eu transporte 463 pessoas em ônibus, todos os dias. É impossível eu fazer isso sozinha — até porque há uma Renata e 463 pessoas diferentes, com vontades diferentes, expectativas diferentes e realidades diferentes.

Então, se eu não tivesse estas parcerias e se as coisas não estivessem efetivamente informatizadas, não teria como lidar. Nós precisamos de soluções em aplicativos, precisamos de agilidade e precisamos de parceiros.

VOLL: Mais do que tecnologia e parceiros, entendemos que tanto os processos, quanto os sistemas e os parceiros precisam se guiar pelos mesmos objetivos que os seus.

RM: É isso mesmo! Na verdade, eu sempre penso que nós temos que trazer nossos parceiros para caminharem com a gente. Tem que ser uma relação ganha-ganha. Tem que ser bom para o parceiro, bom para a Renata e bom para a CMPC.

Eu preciso efetivamente que a parte de tecnologia de informação funcione, eu preciso que seja ágil. Eu não posso ter um aplicativo que fique pensando, pensando, pensando. As pessoas hoje não têm mais paciência. A paciência é inversamente proporcional à quantidade de aplicativos que nós temos em nossos telefones.

Se eu não tiver isso na palma da mão, de forma ágil, com os meus fornecedores de mobilidade, eu só vou ter reclamação. Isso é fato.


VOLL: Sabemos que o assunto é batido, mas considerando os movimentos de pandemia deste ano, como ficou a gestão de mobilidade na CMPC?

RM: A indústria não para, né? Nós temos três turnos. A empresa funciona 24/7, mas nós tivemos uma reorganização do trabalho.

A equipe administrativa, por exemplo, em sua grande parte, aderiu ao trabalho de casa. O pessoal administrativo que trabalha direto com apoio às áreas de manutenção e industrial, no entanto, seguiu trabalhando.

A gente também continuou utilizando o ônibus, com todas as precauções e cuidados de higiene e isolamento.

Neste período, até agosto, nós pagamos reembolso de quilometragem para funcionários e liberamos o aplicativo VOLL para todos utilizarem. A regra era que cada veículo só poderia transportar um colaborador da CMPC por vez, além do motorista.

O aplicativo VOLL foi muito importante e muito relevante para as pessoas se sentirem mais seguras ao usar esse meio de locomoção.

Foi uma grande sacada a gente ter começado o piloto em dezembro/19, e termos começado a utilizar a VOLL na sequência. Acho que foi o cara lá de cima ajudando a gente.

VOLL: Como foi para vocês a migração da gestão de mobilidade, do modelo anterior utilizado na CMPC, para a VOLL?

RM: Antes, nós tínhamos uma cooperativa que trabalhava conosco, na CMPC, e representava um custo elevado para os deslocamentos ponta a ponta.

Quando trocamos o modelo para aplicativos utilizando a plataforma VOLL, identificamos uma oportunidade de dar um upgrade na gestão e na oferta de opções de mobilidade para nosso time.


VOLL: Para você, quais são os principais ganhos percebidos ao levar a VOLL para a CMPC?

RM: Em termos de processo, a VOLL estimula a transparência do processo para toda a empresa. Para mim, que sou a gestora deste contrato, é perfeito, porque consigo ver quem utiliza transporte, por que utiliza o transporte, qual é o custo de cada colaborador com transporte.

Além disso, os reports da VOLL são excelentes. Imediatamente, após eu descer do veículo, meu gerente já recebe um comunicado dizendo que eu fiz uso de mobilidade, que isso representou um custo X para a empresa e que este mesmo trajeto poderia ter custado Y.

Além dos benefícios gerenciais, eu tenho um atendimento da equipe da VOLL super bom! De verdade, em termos de atendimento, eu estou extremamente satisfeita. Inclusive, ontem mesmo, a Gabriela (Customer Success da VOLL) me enviou um e-mail me apontando um gasto de R$ 700,00 que fugiu do padrão da CMPC, pedindo que eu o conferisse. Eu achei isso muito, muito legal, porque mostra a atenção da equipe VOLL com relação aos meus custos.


VOLL: Como um aplicativo, nós vemos que ainda existem pequenos grupos que resistem à adesão às novas tecnologias nas empresas. Como você enxerga isso?

RM: Eu vejo que ainda há muitas pessoas que acham que a obrigação de nos dar coisas é sempre do outro. Resolver as coisas pela gente e entregar pronto! Não seria diferente em termos de aplicativo. Algumas pessoas preferem receber e usar o aplicativo, que depende da sua ação. Então, é você em frente a solução e, logo, isso assusta!

Estamos em um momento que as empresas exigem profissionais multitask e principalmente profissionais que estejam abertos à mudança e que estejam envolvidos. Você pode não saber de algo, mas você tem que tentar buscar, de alguma forma, adquirir este conhecimento, se atualizar.


VOLL: Se você pudesse dar um conselho a uma empresa que estiver para começar a implantação da VOLL, qual seria?

RM: Eu diria para utilizar a VOLL. Diria que o atendimento do ajuda@govoll.com é excepcional, então você pode contar mesmo com esse suporte.

Diria também que o mais relevante, inicialmente, é ter um manual de perguntas e respostas. Isso ajuda muito. Às vezes, temos 60 pessoas com a mesma dúvida e você precisa respondê-las. Então, se você já tem essas principais dúvidas mapeadas e comunicadas para a empresa, no início, é muito bom.

É legal também comunicar ao colaborador que [a VOLL] veio para te ajudar, para fazer a sua vida ficar mais fácil e mais ágil. Eu acho que essas palavras, de alguma forma, impactam muito na percepção das pessoas sobre esta novidade. Isso deixa as pessoas menos resistentes.

Mostre no treinamento porque a empresa está aderindo a este novo aplicativo, mostre também o quanto isso vai ser bacana (porque depois vai ser, mesmo!).


VOLL: Quais são as suas metas e objetivos enquanto gestora de mobilidade da CMPC, daqui pra frente?

RM: Muito mais do que levar as pessoas de um lado para o outro, o gestor de mobilidade precisa de apoio, de um trabalho que seja compartilhado, que seja uma bola dividida. Eu espero automatizar mais processos, ter um ERP que me traga mais rapidez em termos de sistemas, agilidade, segurança e eficiência.

Integração hoje é uma palavra que temos que buscar sempre. Temos que buscar uma nova experiência na gestão, mais automatizada e mais completa — não apenas de levar as pessoas de um lado para o outro.

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