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19/03/2021
Por: Livia Pizza

Como adaptar sua política de viagens e mobilidade para um cenário de pandemia?

Recentemente chegamos no marco de um ano de pandemia do novo, ou nem tão novo, coronavírus. Mesmo sabendo que o mundo conseguiu se organizar em tempo recorde, com o advento de vacinas com grande potencial de imunização, é pouco provável que estejamos com uma condição próxima do tão sonhado “viver como antes”. 

Tecnicamente, não há como negar que  todos os setores da economia foram afetados — a maioria positivamente, e alguns poucos e específicos, negativamente. Como exemplo, quando se olha para o terceiro trimestre de 2020, o setor de turismo de negócios apresentou uma queda de 81,7%, em relação ao mesmo período em 2019. Além disso, as vendas de bilhetes aéreos para voos nacionais somaram R$ 219,4 milhões no mesmo período — com queda de 81,9%, comparado a 2019.

Mesmo com dados significativamente negativos em relação ao setor de viagens corporativas em 2020, a projeção para este novo ano pode dar um fôlego para as empresas, startups e agências do segmento. 

A digitalização do gerenciamento do contexto global de mobilidade (indo desde o transporte urbano, à passagem aérea, hospedagem, aluguel de carros e passando também pelas despesas de alimentação e experiência durante a jornada de viagem a trabalho) parece não ter encontrado um momento mais propício para se fazer valer.

Tendências de comportamento impactam a mobilidade corporativa

Recentemente, a Euromonitor International — empresa referência em pesquisa de mercado global — apresentou as 10 principais Tendências Globais de Consumo para 2021. O relatório traz insights de comportamento, chamando atenção às novas necessidades humanas trazidas à tona pela nova forma de o mundo se organizar, durante uma pandemia.

Para traduzir estas tendências para o setor, Eduardo Murad, diretor executivo da Alagev, compartilhou a sua perspectiva dos pontos primordiais a serem olhados neste ano, para o portal Panrotas. Veja a seguir: 

  • Duty of care — ou seja, o dever de cuidar da saúde do viajante — é certamente um dos itens mais importantes neste e nos próximos anos. Se as empresas não tinham isso como prioridade no radar, hoje, esse olhar mais cuidadoso e abrangente sobre o viajante é imprescindível.
  • Gestor de viagens assume um papel estratégico dentro das organizações e as decisões tomadas por esse profissional devem estar diretamente ligadas ao propósito, estratégia e metas da empresa. Dessa forma, a área como um todo ganha relevância e inteligência estratégica fundamental para comunicar e se relacionar com os stakeholders.
  • A presença estratégica do gestor nos leva a um outro tópico, que é a gestão de viagens com foco no futuro, ou o termo em inglês Demand Management — que permite a tomada de decisão com mais autonomia, não apenas avaliando dados ou comportamentos anteriores.
  • Customização de contratos será primordial para os próximos anos. O que é feito para um cliente ou parceiro de negócio, nem sempre está adequado às necessidades e perfil de outro. Por isso, os Smart Contracts terão papel fundamental nas relações e devem trazer inovação e não apenas descontos. Viagens corporativas não são commodities.
  • A transformação digital é um caminho sem volta e a pandemia acelerou esse processo. É necessário adaptar-se e implementar ou incrementar processos que facilitem essa interação e visualização do todo. O mercado dispõe de super apps (como a VOLL) e uma série de aplicativos e ferramentas que auxiliam em toda jornada.
  • Interligados à transformação digital estão os meios de pagamento eletrônicos, que já há alguns anos têm sido discutidos pelo setor. Em um formato 3.0, eles se tornam parte integrante da jornada de viagem, estando presentes em formas contactless de quitar despesas — que já se integram aos fluxos internos administrativos de pagamento, auditoria e orçamentos nas corporações.
  • Ajuste de budget e ressignificação das viagens. O budget sumiu e é preciso que os gestores estejam atentos e alinhados às expectativas e necessidades das empresas. É possível reduzir o número de viajantes, temos capacidade de atender parte do processo online e realizar a viagem apenas na fase final? São questionamentos dessa natureza que serão necessários para alinhar expectativa e realidade de budgets e viagens.

Adaptabilidade para um novo contexto

Além dos apontamentos feitos por Eduardo, aproveitamos sua linha de raciocínio para sugerir três itens essenciais que você não pode deixar de olhar na sua política de viagens em 2021.

Comunicação assertiva

Talvez esse seja um dos pontos mais essenciais durante a pandemia. Somos expostos diariamente a milhares de informações, e a transparência é fundamental para trazer segurança para os receptores. 

Os aplicativos de transporte, por exemplo, tiveram como papel principal, serem propagadores da importância do uso de máscaras e álcool em gel, higienização dos veículos, além de dicas de como viajar em segurança. 

Este movimento de informações necessárias sobre cuidados pessoais não seria possível sem uma comunicação efetiva de ponta-a-ponta, desde a liderança da empresa, para o motorista de aplicativo, e para o usuário final.

Uso aplicativos e plataformas

Os apps mobile têm (e muito) a sua vez. Dada a frequência que nós, seres humanos hiperconectados, estamos cada vez mais habituados a utilizar aplicativos em nossos smartphones para basicamente resolver todos os problemas do nosso cotidiano, usá-los é um grande benefício. 

Enquanto antigamente era necessário chegar ao hotel e ligar o notebook para ter acesso às ferramentas de trabalho, hoje tudo pode ser feito, literalmente, na palma da mão. E sempre que você precisar. Os apps funcionam 24 horas, sem interrupções, e de forma muito mais simples e segura.

Isso inclui serviços como fazer a reserva de um hotel ou solicitar um transporte de táxi ou uber do aeroporto ou rodoviária até o local de destino. A VOLL é um sistema que une essas duas frentes numa só plataforma — mobile, claro, trazendo mais segurança.

Estar aberto a mudanças

Vivemos tempos incertos, e quem não se atenta a mudanças, fica para trás. Se você tem percebido que a gerência atual não está na direção do que a organização precisa conquistar, é preciso planejar uma mudança e preparar os colaboradores que deverão se adequar a ela dentro de um tempo determinado. 

Por essa razão, tenha uma boa comunicação com o seu time e outros departamentos caso a mudança fique sob sua responsabilidade. Afinal, por mais que mudar seja desconfortável, as pessoas envolvidas precisam ter ciência de que é em prol do melhor para todos. Empresas como o Magalu, iFood e Estácio, são grandes cases de sucesso neste sentido —  veja aqui.

Olhando os itens acima, você, com certeza, conseguirá entender melhor o cenário atual e conseguirá estruturar uma política de viagens eficiente. Caso queira aprender a elaborar uma política do zero, ou atualizá-la, ensinamos o passo a passo aqui.

Fique bem e em segurança!

Categorias: Transporte

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